terça-feira, 23 de março de 2021

Sentia que estava a perder o meu filho!

Em casa, a Maria ganhava cada vez mais projeção.


Vestia cada vez mais roupas femininas e sonhava com o próximo casamento ou festa chique que tivessemos para poder levar roupa de menina!

Por vezes pedia-me tranças e outros penteados de menina que dessem para o seu cabelo!

Mas desmanchava tudo rapidamente.

Para a escola (infantário) é que não iria assim!

Em junho fomos à nossa primeira marcha lgbt! Fiz questão de ir com as minhas crianças.

Apresentei-me à AMPLOS (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género), fiquei com um cartão e prometi telefonar!

Nesse verão, dos quase 6, fui sozinha a mais uma consulta com a pedopsiquiatra. A pedopsiquiatra estava cada vez mais convencida que nós tínhamos uma Maria e não o Manel e como tal, a devíamos deixar ser quem era, sem complexos nem contradições! O seu destino estava traçado… não como eu o tinha imaginado, mas como elx queria!

Deixei o Manel, ou melhor, a Maria, com a madrinha e fui então comprar alguma roupa de menina.

Fartei-me de chorar enquanto lhe comprava roupa de menina… sentia que estava a perder o meu filho!

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