Em casa, a Maria ganhava cada vez mais projeção.
Vestia cada vez mais roupas femininas e sonhava com o próximo casamento ou festa chique que tivessemos para poder levar roupa de menina!
Por vezes pedia-me tranças e outros penteados de menina que dessem para o seu cabelo!
Mas desmanchava tudo rapidamente.Para a escola (infantário) é que não iria assim!
Em junho fomos à nossa primeira marcha lgbt! Fiz questão de ir com as
minhas crianças.
Apresentei-me à AMPLOS (Associação de Mães e Pais pela Liberdade de
Orientação Sexual e Identidade de Género), fiquei com um cartão e prometi
telefonar!
Nesse verão, dos quase 6, fui sozinha a mais uma consulta com a
pedopsiquiatra. A pedopsiquiatra estava cada vez mais convencida que nós
tínhamos uma Maria e não o Manel e como tal, a devíamos deixar ser quem era,
sem complexos nem contradições! O seu destino estava traçado… não como eu o
tinha imaginado, mas como elx queria!
Deixei o Manel, ou melhor, a Maria, com a madrinha e fui então comprar
alguma roupa de menina.
Fartei-me de chorar enquanto lhe comprava roupa de menina… sentia que
estava a perder o meu filho!
Sem comentários:
Enviar um comentário