quarta-feira, 19 de maio de 2021

Grandes marcas, influentes em todos os portugueses, mostram que o mundo não é só preto e branco.


Anteontem foi 17 de maio, dia internacional da luta contra a homofobia, transfobia e bifobia, data em que se luta contra a discriminação dos homossexuais, transexuais e transgéneros.

Senti imenso orgulho em ser portuguesa.

O nosso primeiro ministro, António Costa, hasteou a bandeira colorida na residência oficil e colocou uma mensagem no twitter.



Estes gestos, que para outros parecerão indiferentes, ainda que possam ser meramente políticos, no meu coração, foram muito apaziguadores.

Senti que tinha votado bem, que em Portugal há esperança para um mundo melhor, sem preconceito, onde o amor e o respeito por si e pelo outro vencerão.

Hoje fui ao Ikea.

Qual o meu espanto quando entro na porta do shopping! Uma bandeira colorida LGBT, mesmo ao lado da bandeira Ikea e da bandeira portuguesa.

Fiquei novamente orgulhosa pela inclusão começar efetivamente a concretizar-se.

Entretanto, vejo uns sacos multicoloridos, com as 6 cores da bandeira do arco iris LGBT. Sacos colocados em vários carrinhos de compras, de pessoas de várias idade.


Não quero parecer estar a fazer publicidade, mas é importante que grandes marcas, influentes em todos os portugueses, mostrem que o mundo não é só preto e branco. Há toda uma diversidade de pessoas, de cores.

Entretanto fui pesquisar por «bandeira lgbt ikea» e fiquei a saber que todas as lojas ikea de Portugal içaram a bandeira no dia 17 de maio e hoje, 19 de maio, ainda está hasteada.

Ao encontrar esta notícia ainda me deparei com algo ainda mais interessante.

A Ikea, cá em Portugal, lançou um concurso destinado a IPSS e ONG’s que pretendam desenvolver um projeto que promova e defenda a igualdade e inclusão de pessoas LGBTI+.

A instituição selecionada irá receber um donativo equivalente ao valor total das vendas dos sacos Storstomma.


E já que estou em maré de publicidade... também a Adidas lançou no domingo passado, uma linha colorida para assinalar o dia Internacional da Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia!



segunda-feira, 17 de maio de 2021

TRANSformar luto em LUTA!

Uma mãe de uma criança trans tem de passar por uma fase difícil. A fase de luto.

Ainda que a criança não tenha morrido (E agradeço a Deus por isso!) os pais de uma criança trans ficam de luto porque perdem o filho. O filho desejado, o filho de uns sonhos futuros perdidos! Mas como escrevi anteriormente, os sonhos eram meus e a vida é delx!

É preciso fazer o luto e chorar pelo filho que perdemos, o filho que não volta a ser o meu filho, o nosso filho, o Manel!

E sim, é preciso fazer o luto de todos os nossos sonhos, de todo um mundo vivido com uma pessoa que já não existe, ou que existe, mas noutra forma e não aquela com que sonhámos!

Sim, foram «só» 7 anos, mas falem a uma pessoa a quem morreu um filho de 7 anos ou menos. Como se sente?! Incapaz… incapaz de continuar e de sobreviver.

Nós mães e pais de crianças trans vemos a criança viva à nossa frente, mas algo em nós morreu e por momentos sentimo-nos incapazes de aceitar e de continuar! Mas depois da aceitação, o luto torna-nos mais fortes e transforma-se em luta. A dor passa e a criança está cá! E lutamos! Lutamos pelo amor, pelas minorias, pela diferença, pela iguladade de direitos e oportunidades, pela igualdade de uma filha renascida, com toda uma vida pela frente como menina. É uma luta constante pela felicidade de uma nova filha, porque o amor de mãe, o amor de pais vence tudo! Quando se ama verdadeiramente nada fará mudar esse amor!

Como em qualquer luto, é nesta altura que mais precisamos dos familiares,  dos amigos e dos grupos de apoio.

E é também nesta fase que nos apercebemos quem são as pessoas que vale a pena manter como amigos! Há surpresas. Umas boas, outras muito boas e outras más, mas a vida é mesmo assim e nesta luta pela felicidade de uma filha renascida jogo com as cartas todas e se for preciso, faço batota!

Já não escrevo aqui há muito tempo. Não o faço, por não sentir necessidade. A Maria é uma menina como todas as outras meninas de 12 anos e m...