Quando
contamos às pessoas que para nós são importantes (pensamos nós!) que afinal
temos uma filha e não um filho, temos bastantes surpresas.
De
início, o medo da não aceitação é terrível. À medida que fui contado às pessoas
próximas fui-me apercebendo que vivo rodeada de pessoas que são muito mais
respeitadoras da diferença do que imaginava.
Claro
que nem tudo foi perfeito! Tive uma má experiência de uma pessoa
próxima, que me dizia muito, mas também tive reações muito boas, e até de quem
menos esperava!
É
engraçado como avaliamos mal as pessoas! O saldo, por agora, é positivo! E
largamente favorável! São mais as pessoas respeitadoras da diferença do outro!
A
aceitação para nós, pais de trans, é muito importante, mas também conseguimos julgar
e entender quem são de facto os nossos verdadeiros amigos, quem vale a pena ter
ao nosso lado e na nossa vida! Estas reações acabam por ser um filtro, um funil
da amizade. Quem não entende, não interessa estar cá, na nossa vida, no nosso
seio familiar!
Dos
outros, não quero preciso que me entendam e me apoiem, preciso sim que
nos respeitem…
E os
amigos a sério, já sei quem são!
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